12. 12. 2023 - Produzido pela Equipe da Code7

Indicador municipal mostra que economia do Rio cresceu 2,4% no primeiro trimestre deste ano

Indicador municipal mostra que economia do Rio cresceu 2,4% no primeiro trimestre deste ano

O Indicador de Atividade Econômica do Rio (IAE-Rio), cujo objetivo é acompanhar mensalmente o comportamento da economia da cidade do Rio, apresentou um crescimento, em termos reais, de 2,4%, no primeiro trimestre de 2023, na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. O indicador é calculado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação do Rio (SMDEIS).

Já de acordo com dados da Pnad Contínua, divulgados pelo IBGE, a taxa de desemprego da cidade do Rio recuou 2,8 p.p. entre o primeiro trimestre de 2023 e o mesmo período de 2022, chegando no nível de 9,1%. Na comparação com os três primeiros meses de 2021, o recuo foi de 7,2 pontos percentuais. A diferença entre a taxa de desemprego do Rio e do Brasil vem caindo nos últimos trimestres – no primeiro trimestre de 2023 ficou em 0,3 p.p, já que a taxa brasileira ficou em 8,8%.

No Rio, há 3,3 milhões de pessoas ocupadas, sejam trabalhadores formais ou informais. Isso significa um aumento de 100,7 mil pessoas ocupadas entre o primeiro trimestre de 2023 e o mesmo período do ano passado.

 

– A economia do Rio vem crescendo, e isso reflete positivamente na criação de empregos e na redução da vulnerabilidade. O desenvolvimento econômico é fruto das diversas ações e iniciativas estruturantes que estão sendo realizadas pela Prefeitura. Em pouco mais de dois anos, a taxa de desemprego já recuou 7,1 pontos percentuais, com mais de 200 mil cariocas conseguindo um emprego, sendo 100 mil somente no último ano. Os desafios ainda são grandes, mas a recuperação está cada vez mais forte e visível para a população – explica Chicão Bulhões, secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação.

 

O mercado de trabalho formal no município do Rio gerou 7,1 mil novos empregos em março, sendo 75,9% no setor de serviços. Entre janeiro de 2021 e março de 2023, o Rio gerou 200,2 mil novos postos de trabalho, dos quais 78,4% no setor de serviços, 8,7% na construção, 7,9% no comércio e 5,1% na indústria.

Para compreender a situação do mercado de trabalho, é importante olhar também para os trabalhadores em situação de vulnerabilidade, que são aquelas pessoas desocupadas, subocupadas, desalentadas, indisponíveis e informais. No primeiro tri deste ano, havia 1,5 milhão de vulneráveis no Rio: um recuo de 235,3 mil pessoas desde o quarto tri de 2020.

Ainda considerando dados do primeiro trimestre, o número de pessoas desalentadas recuou para 37,1 mil, de pessoas indisponíveis para 72,6 mil, praticamente o mesmo contingente do quarto tri de 2019 (último antes da pandemia), e de trabalhadores subocupados (formais) por insuficiência de horas trabalhadas para 24,8 mil – que são aquelas pessoas que trabalham menos de 40 horas semanais, porém gostariam de trabalhar mais. Já os trabalhadores informais, os que não possuem carteira assinada (setor privado, público e trabalhador doméstico), não têm CNPJ (empregador e conta-própria) ou são considerados trabalhadores familiares auxiliares, somaram 1 milhão no mesmo período.

Outro dado da economia carioca, a taxa de inflação na cidade do Rio nos últimos 12 meses, terminados em abril de 2023, foi de 4,1%, em linha com a inflação do Brasil.

Todos esses indicadores econômicos estão em destaque na quinta edição do Boletim Econômico do Rio deste ano, publicação mensal da SMDEIS, disponível no Observatório Econômico do Rio.

Posts Relacionados

X